Curiosidade 9 de 10
9. O bocejo é contagioso, e começa antes de nascer
Ver alguém bocejar, ouvir um bocejo ou até ler sobre o assunto pode fazer você bocejar também. E o bocejo começa cedo: bebês já bocejam dentro da barriga da mãe.
Um reflexo que pula de pessoa para pessoa
O bocejo é uma abertura longa da boca, com uma inspiração profunda e uma expiração mais curta, que dura alguns segundos. Ele aparece em muitos animais com coluna vertebral, de peixes a mamíferos.
O lado contagioso é mais restrito. Ele é bem documentado em pessoas e foi observado também em chimpanzés e em cães, que podem bocejar ao ver o dono bocejando. Em humanos, o contágio costuma ser mais forte entre pessoas próximas, como família e amigos.
Por que bocejamos ainda é discutido. A ideia popular de que é falta de oxigênio não se confirmou em testes. Uma das hipóteses mais estudadas é que o bocejo ajuda a resfriar o cérebro, e outra o liga às mudanças de estado, como acordar ou ficar com sono.
Exames de ultrassom mostram bocejos no feto a partir do fim do primeiro trimestre. Já o bocejo contagioso só aparece mais tarde, na infância, junto com a capacidade de prestar atenção nos outros.
Bocejar também mexe com o ouvido. A abertura grande da boca movimenta músculos ligados à tuba auditiva, o canal que liga o ouvido à garganta, e ajuda a igualar a pressão, como acontece na descida de um avião.
Você sabia? Um bocejo humano dura em média cerca de 6 segundos. Um estudo que comparou várias espécies de mamíferos encontrou bocejos mais longos nas espécies de cérebro maior.

