Curiosidade 10 de 10
10. O mapa da língua que aprendemos na escola é um mito
Aquele desenho da língua dividida em áreas, com o doce na ponta e o amargo no fundo, está errado. Todas as regiões da língua com papilas percebem todos os sabores básicos.
Um erro de leitura que virou lição
A ideia veio de um estudo alemão de 1901, que mediu pequenas diferenças de sensibilidade em partes da língua. Décadas depois, um livro americano reinterpretou os dados de um jeito exagerado, e as diferenças sutis viraram zonas separadas, com um sabor em cada uma.
Na realidade, os botões gustativos ficam espalhados pela língua, pelo céu da boca e pela garganta, e cada um tem células capazes de perceber os sabores básicos. Algumas áreas podem ser um pouco mais sensíveis a um gosto, mas a diferença é pequena.
Hoje se reconhecem cinco sabores básicos: doce, salgado, azedo, amargo e umami, o gosto associado a caldos, queijos curados e tomate maduro. O umami foi proposto em 1908 pelo químico japonês Kikunae Ikeda, mas só foi aceito amplamente bem depois.
Boa parte do que chamamos de sabor, na verdade, vem do olfato. Os aromas da comida sobem pela parte de trás do nariz enquanto mastigamos, e é por isso que tudo parece sem gosto quando estamos resfriados.
Você sabia? Os botões gustativos se renovam com frequência: as células que os formam duram em média de 10 dias a duas semanas e depois são substituídas.
As 10 curiosidades desta lista
- Você fica cerca de 1 centímetro mais baixo ao longo do dia
- O bebê nasce com mais ossos que o adulto
- O menor osso do corpo fica dentro do ouvido
- Gêmeos idênticos não têm as mesmas impressões digitais
- O cérebro não sente dor
- O estômago troca o próprio revestimento a cada poucos dias
- A córnea recebe oxigênio direto do ar
- As unhas das mãos crescem mais rápido que as dos pés
- O bocejo é contagioso, e começa antes de nascer
- O mapa da língua que aprendemos na escola é um mito
De onde vêm estas informações: NASA (altura dos astronautas); Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2009 (neurônios); Fundação Nobel, 2005 (Helicobacter pylori); Journal of the American Academy of Dermatology, 2010 (crescimento das unhas); estudos de Andrew Gallup sobre o bocejo; livros-texto de anatomia e fisiologia para os demais itens.

